Wednesday, February 6, 2019

Motherly Woman

Maria Nys was married to Aldous Huxley. She was the eldest of four sisters: Maria (1899-1955), Jeanne, Suzanne and Rose. Claire, the eldest daughter of Suzanne, wrote a family history in the book 'The Elephant and the Rose' (2003). Lovely read with a lot of details.

Did you know:
  • She was born in Sint-Truiden (French: Saint-Trond), a city located in the province of Limburg, Flemish Region, Belgium. 
  • 'The Elephant' was the name of a wholesale grocery shop and 'The Rose' of a dry goods store next door. The girl next door, married to the boy next door. Making a family fortune.
  • At home they mainly spoke French.
  • All four sisters were married to writers, poets and artists.
  • Maria was a motherly woman (a request of one of Aldous aunts) because above all that was what Aldous needed and she provided it.
  • Maria and Aldous met at Garsington Manor, near Oxford, England. The home of Lady Ottoline and her husband, Philip Morrell. Maria was the niece of George-Marie Baltus, a friend of Lady Ottoline.

Matthew, Maria and Aldous Huxley:


Maria Huxley-Nys:


P.S. The two pictures are not in this book. I found them on The Internet.

Friday, February 1, 2019

Still Here Sea and Sky and Seasons

Sophia. I read two books with poems from Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004).



Here the sixs poems I like best (Portuguese original and English translation). Between [] the image I love.

Dionysos [The abundance of fruits]

Entre as árvores escuras e caladas
O céu vermelho arde,
E nascido da secreta cor da tarde
Dionysos passa na poeira das estradas.

A abundância dos frutos de Setembro
Habita a sua face e cada membro
Tem essa perfeição vermelha e plena,
Essa glória ardente e serena
Que distinguia os deuses dos mortais.



Oásis [The linen white and fresh]

Penetraremos no palmar
A água será clara e o leite doce
O calor será leve o linho branco e fresco
O silêncio estará nu - o canto
Da flauta será nítido no liso
Da penumbra

Lavaremos nossas mãos de desencontro e poeira


Quem como eu [Se dispersa nas coisas e nos dias]
Quem como eu em silêncio tece
Bailados, jardins e harmonias?
Quem como eu se perde e se dispersa
Nas coisas e nos dias?


Sua beleza [A home for humanity]
Sua beleza é total
Tem a nítida esquadria de um Mantegna
Porém como um Picasso de repente
Desloca o visual

Seu torso lembra o respirar da vela
Seu corpo é solar e frontal
Sua beleza à força de ser bela
Promete mais do que prazer
Promete um mundo mais inteiro e mais real
Como pátria do ser



Será possível [Simply lost]
Será possível que nada se cumprisse?
Que o roseiral a brisa as folhas de hera
Fossem como palavras sem sentido
— Que nada sejam senão seu rosto ido
Sem regresso nem resposta — só perdido?


Quando [Just as if]
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.



Wednesday, January 30, 2019

Recipient

A seller has customers
A restaurant has customers too
But a hotel has guests


Priest > believers
Shepherd > flock
Writer > readers
Noun > adjectives
Hunter > prey
Sex-worker > clients
Publisher > authors
Teacher > students
Fisher > fish

I keep on wondering about all the images and metaphors that comes with just another word for 'recipient'. Images that tell where they come from, what they dream of, what they reveal, what they hide, what ...

Wednesday, December 19, 2018

Polishing This Week's Pearl

This week's pearl for me was the discovery of Sophia De Mello Breyner Andresen's book: 'Shores, Horizons, Voyages...: Selected Poems' (2006). In this book are some of her poems in English and Portuguese.


Sophia: "Poetry is my understanding of the universe, my way of relating to things, my participation in reality, my encounter with voices and images. This is why the poem speaks not of an ideal life but of a concrete one: the angle of a window, the resonance of streets, cities and rooms, the shadow cast by a wall, a sudden face, the silence, distance and brightness of the stars, the night’s breath, the scent of linden and of oregano."

She loooved the sea and wrote a lot about/ around/ on/ under/ before ... - there must be more - it.

"The sea! The sea!" The cry of joy of "10,000" ancient Greeks after their long way home. As told by Xenophon in his 'Anabasis' (4th Century BC). What a story. The cruelty. The murdering. A world of Others.

In our time and age #2018. I am always amazed by the unquestionable love of individual 'homo sapiens' for the sea. I mostly think - and almost never say!: only a couple of hundred years ago the sea was considered as dangerous, smelly and a dumping ground. Not a place of joy, sun and holiday. So ... historically and culturally biased. I repeat: it's something that I think and almost never speak out loud.

Wednesday, December 12, 2018

It's Getting Dark

It's still a mystery for me why I don't like most songs in Dutch. Too boring? Too close? Too melodramic? Too direct? Too not me? No emotional connection? I prefer songs in English, French, Spanish, Portuguese, Swedish etc. I love to listen to the music of a song first and after that puzzle on the accompanying lyrics secondly. In a way I seem to like songs more if the music and the lyrics are apart.

Anyway, I love this Dutch song from Stef Bos. A poem! Song (music and lyrics): here. I translated it for you into English.


P.S. I couldn't find this beautiful song on youtube.
P.P.S. I wonder what you "hear" if you listen to this song.

Sunday, December 2, 2018

Já Não Sei O Que Disse E O Que Disseste

ZUCA-MAGAZINE made a special issue about Portuguese poetry: 36 poems from 32 poets translated into Dutch.


Here are the three poems I love most:

Original:

MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA - NESSE VERÃO

Nesse verão, o vento despenteou os campos e os barcos
andaram aos gritos sobre as ondas. A beleza excessiva
das crianças arrombou os espelhos; e as raparigas,
surpreendendo a intimidade dos pais, enlouqueceram
nos corredores e foram perder-se, também elas,
na volúpia dos dias. Nas árvores centenárias

rebentaram frutos que inflamavam a concha das mãos
e escorregavam para a boca com a pressa dos nomes
proibidos. O sol queimou as páginas do livro
interrompido na violência de um poema e revirou
os cantos do único retrato que resistira à moldura
do tempo. De noite, os rapazes deitaram-se às baías

atrás das estrelas; e os amantes, incomodados
com a exiguidade dos quartos, foram fazer amor
nos balneários frios da praia e acordaram nas vozes
um do outro. Já não sei o que disse e o que disseste:
o verão desarruma os sentimentos.


Original: 

ALBANO MARTINS - AS PEQUENAS COISAS

Falar do trigo e não dizer
o joio. Percorrer
em voo raso os campos
sem pousar
os pés no chão. Abrir
um fruto e sentir
no ar o cheiro
a alfazema. Pequenas coisas,
dirás, que nada
significam perante
esta outra, maior: dizer
o indizível. Ou esta:
entrar sem bússola
na floresta
e não perder
o rumo. Ou essa outra, maior
que todas e cujo
nome por precaução
omites. Que é preciso,
às vezes,
não acordar o silêncio.


Original:

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN - O MAR DOS MEUS OLHOS

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens…

Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma

P.S. This poetry issue can be bought: here. You can also find there the original poems in Portuguese.

Sunday, November 11, 2018

The Originals

Check your history (of art) books! In them are Newspeak pictures (in our time and age #2018: fake images). Here are the originals:




 



P.S. Source: Svetlana Petrova & Zarathustra the Cat.

Wednesday, October 31, 2018

Tràigh Mheilein

Simply perfect


Source picture: Facebook group 'Scottish Beaches' on October 27th, 2018. Tràigh Mheilein beach on Island Harris.